Diário de saintcharlie

Olá, queride. Rio, 8 de julho de 2026 - Meu histórico romântico é tipo o daquela novela

sábado, 11 de julho de 2026.
medo     

Olá, queride. Rio, 8 de julho de 2026 - Meu histórico romântico é tipo o daquela novela Público
Oi querido,

Deixe-me explicar, depois do meu infame histórico de ter crush em personagens de desenho animado, como a escova de dentes da Colgate e aquele personagem daquela série, eu comecei a gostar de pessoas. O tempo foi passando e eu me mantive inapta de qualquer relação romântica, até que, a um tempo atrás, uma pessoa se declarou para mim. Nesse momento, eu congelei. Ninguém nunca tivera sido tão superficialmente carinhoso comigo antes. O resultado é meio lógico, visto que eu sigo sem nunca ter namorado. Ainda assim, atualmente, gosto de três pessoas, muito na dúvida se o pensamento é recíproco. Tenho muito medo de ser aquelas pessoas que confundem atos de gentileza com "eu gosto de você, gosto não, estou profundamente apaixonado por você.".

Eu tô pensando em pedir estágio numa banca de jornal que eu tenho quase certeza que é lavagem de dinheiro. Ela não e muito boa, no sentido de, por mais que se chame "banca de jornal", a coisa mais jornalística que têm lá é um comercial da WePink, onde têm duas pessoas extremamente parecidas com as Branquelas. Honestamente, eu sempre fico muito na dúvida se são duas Virgínias se abraçando, num Photoshop muito bem feito, ou se são duas pessoas diferentes, mas, ainda assim, extremamente parecidas com as Branquelas. Também tenho que comentar que fico muito triste ao perceber que minha terceira entrada nesse diário seja sobre a Virgínia.

Meu cabelo segue feio, eu tentei ajeita-lo, mas agora estou me sentindo aquele personagem careca de Detona Ralph. Deveria me preocupar de estar me sentindo careca? Meu emprego dos sonhos é ser uma investigadora particular, mas acho que sou lerda demais para isso. Descobri que gosto mais do que o que deveria ser o clinicamente aceitável de casacos bege. Eu odeio pessoas mal educadas, como aquelas que jogam bitucas de cigarro no chão, só que, para ser sincero, acho que, queria ser mais mal educado. Essas pessoas parecem não pensar, por tanto, mais felizes. A resposta óbvia para "se alguém chegasse em você. Dizendo que te tornaria completamente ignorante e livre de pensamento crítico, você aceitaria?" seria "não, porque pipipipópópó", mas, pra falar a verdade, eu não sei.

A graça das pequenas coisas parece estar sumindo, sabe? Me acho completamente sozinho, confuso e desesperado. Sou estranho e nada que eu faço é bom o suficiente. Sinto que, depois de um certo ponto, parece que as pessoas cansam de mim e, por isso, eu me recuso a existir.

Xamego,
Charlie.


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