Ruptura
Ali.
No alto da montanha - de frente aquele precipício...
As portas se abriam pela luz solar que atravessava um céu escuro como a pólvora.
Um cheiro de terra escura e molhada subia - leve como um alívio e forte como um duradouro abraço.
Nenhuma palavra era dita, mas todas eram faladas.
Nenhum objeto caia. Tão somente um - permanecia.
Ouviu-se o riso de crianças a brincar.
Então, uma das portas se abre.
Se eu pudesse, teria ainda subido até aqui? - Depois de negar-me.
E que importa agora, responder uma questão já vencida.
Como se não tivesse enfrentado enchestes por todos os lugares por onde passei.
- Não faz sentido toda essa chuva.
- Não tenho mais como enxugar-me.
- Por que insistir em firmar os joelhos, quando as juntas são o motivo das dores?
- Melhor seria dobrá-los e deixar a natureza cumprir seu papel.
Mas isto, era como a gota que caiam do céu e, tocando o solo, não se desmanchava.
Por meio de um lenço fino que se aderia à ela antes da queda - fazendo-a repousar.
Existem coisas que nos atravessam - Deixando fissuras na pele.
Talvez, por causa dessas mermas coisas é que devemos sair diante do sol.
Afim de sentirmos seu toque e sermos por ele, iluminados.
Haveria, então, um modo de conduzir o folego sem sentir-se cansado.
Um lugar onde reclinar a cabeça, sem que nos tirem o cobertor durante a noite.
E, como se abriu este porta, mantê-la escorada - A espera daquelas crianças.
Já posso dobrar os joelhos novamente - para em breve, levantá-los novamente.
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