Diário de tgoliaz

Brainoff

domingo, 21 de junho de 2026.
triste     

Brainoff Público
Eu já nem sei a última vez que escrevi aqui ou no papel. Além disso, não me lembro da última vez que me senti seguro em desabafar com alguém. Não tenho encarado com coragem nem a terapeuta. Acabo escondendo tanta coisa que me perco por onde começar a explicar. Tô usando um escape que nunca foi do meu costume. Estou comendo como forma de fugir de qualquer perturbação da mente. E tem sido várias. Estou na reta final da faculdade e tem sido um pouco exigente, mas nada que não seja superável. Estou trabalhando e tenho sorte de ter um bom estágio, onde sou tratado bem e recebo uma valor razoável. Minhas relações familiares estão melhores, boas mesmo. Estou solteiro há algum tempo e isso tem sido um dos meus maiores incômodos nos últimos tempos. Frequentemente, me pego olhando para pessoas que gostaria de conhecer e, logo em seguida, anulo qualquer tentativa possível para me proteger de frustração ou tristeza. Sinto um vazio. Não sei como categorizá-lo. De fato, pensei pouco sobre a dor, me importei mais em senti-la. Já senti essa dor antes. Ela não está mais forte e nem diferente, ela só está de volta. Ainda é a mesma de antes. Pode ser so cansaço, pode ser carência ou pode ser algo que eu nem sei. É muito fácil cair na ideia de que a faculdade me cansou e eu só estou projetando o problema para outro. Assim como é fácil dizer que não estou sentindo algo que me revira por dentro. Estou com apatia, falta de paciência e intolerância acima do normal. Só tenho tido paciência com minha mãe, nos vemos poucos. Nunca fui desobediente ou desleixado. No entanto, atualmente, não venho me esforçando para nada além do básico mínimo. Eu quero uma companheira há cada 5 minutos. Durante o dia, vejo várias e várias moças com belezas que me chamam a atenção. Mas basta um detalhe, uma fala ou um comportamento, eu já desencano e perco completamente o interesse. Pode ser que eu encontre alguém que derrube esse muro que venho construindo há um bom tempo e me ajuda a viver de novo. Sinto falta da felicidade e da leveza com que eu enfrentava a vida. Não estou orgulhoso de quem eu me tornei. Sou mais responsável, mais inteliente academicamente, mais forte nos exercícios e mais divertido nos diálogos. Sinto que cresci muito. E mesmo assim, esse espaço manteve o lugar de direito. Ainda não me sinto capaz de oferecer nada à ninguém, quem quer que seja a pessoa. Não vou ser o companheiro mal falado na roda de conversa do trabalho. Deus me livre. Eu tenho tanto medo de tentar me relacionar com alguém novamente que, minha medida, foi me isolar e não ter contato com ninguém. Quando digo isolar, não me refiro à ir meditar num mosteiro ou ir para outra dimensão. Digo apenas do início de um diálogo com alguém diferente, independente de preferência sexual. Eu não sei se isso afeta a libido, mas tenho tido cada dia menos interesse ou vontade de fazer sexo. Penso fisicamente, filosóficamente e tantos outros ente importantes. Esqueci o que estava escrito. Eu tô de porra à vontade. O casamento não tinha ningúem, como pode isso? Estou bêbado e nem lembro o que escrevi na linha de cima, quem dirá amanhã. Tomara. Quero desligar meu cérebro. :(


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