Diário de yewoncolors

maldito poema

domingo, 09 de agosto de 2026.

maldito poema Público
se do seu rosto branco escorreram lágrimas
e, tarde da noite, ninguém te acolheu
mais de 21 anos depois, de mesmo tamanho nossas lástimas
no mesmíssimo sofá choro eu.

duas mulheres, conectadas pelo universo
uma não vive sem a outra, e mesmo assim, não se suportam.
geração após geração, se escreve o manifesto
de pobres damas, que por amor desbotam.

se meu vô traiu minha vó, e meu pai traiu minha mãe
o que será de mim?
se não há homens que não sejam cães
e ainda assim, meu amor por ti não tinha fim.

me vejo então caindo nesse ciclo
que eu não posso deixar seguir
nasce em mim um persistente negativismo
que faz, então, minha esperança se extinguir.


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