Diário de torturedpoetall

loml - volume I, capítulo I

quinta-feira, 10 de setembro de 2026.

loml - volume I, capítulo I Público
❝𝐨𝐡 𝐦𝐲 𝐠𝐨𝐝, 𝐬𝐡𝐞'𝐬 𝐢𝐧𝐬𝐚𝐧𝐞, 𝐬𝐡𝐞 𝐰𝐫𝐨𝐭𝐞 𝐨𝐧 𝐡𝐞𝐫 𝐝𝐢𝐚𝐫𝐲 𝐚𝐛𝐨𝐮𝐭 𝐦𝐞ⵑ❞

eu acho que ninguém vai ler essa merda, mas, ao menos eu vou saber que a escrevi. então, aqui vai:

você já perdeu o amor da sua vida? o que se faz quando isso acontece?

eu não sei. sequer pensei que um dia passaria por isso de verdade.

a verdade é que eu acabei de passar por um término terrível e sinto que estou enlouquecendo com tudo o que anda acontecendo. não tenho quase nenhum amigo com quem possa desabafar sobre o meu desespero diário, então tive uma ideia.

essa publicação vai ser a minha história de amor, tintim por tintim. não sou capaz de carregar sozinha todas essas memórias que não consigo apagar. este site é cheio de pessoas arrebatadas pela nostalgia, que falam sobre suas vidas pra que estranhos leiam, e talvez não seja tão estranho assim o que estou fazendo aqui.

vou tentar manter tudo anônimo. vou trocar os nomes por nomes de personagens ou nomes fictícios, mas tudo isso aconteceu de verdade. quero escrever tudo como se fosse um livro de romance... talvez uma pessoa ou outra que me conheça consiga identificar a minha identidade. não posso fazer nada quanto a isso.

não vou ocultar nenhum erro; nem os meus, nem os dele. nós dois erramos muito. mas sei que o que eu ainda sinto é real e puro.

não pedi permissão a nenhum dos envolvidos no conto da minha vida pra postar isso. mas, mesmo tendo deixado todos os nomes censurados, caso algum envolvido veja isso e me peça pra apagar, eu provavelmente o farei. meu intuito é desabafar, me sentir melhor. não quero ferir ninguém mais do que já fiz.

aviso a todos que vão ler (provavelmente poucos) que esta história terá menções a suicídio, automutilação, transtornos mentais e conteúdo erótico. vou tentar não entrar em detalhes, porém esses momentos existiram. fazem parte da verdade.

vou separar esse conto de amor em dois volumes. assim como acontece muito hoje em dia, a primeira parte, apesar de intensa e extremamente confusa, se passa apenas através do celular. sim, tudo isso foi sentido por tantas pessoas diferentes que lhes apresentarei sem que absolutamente nenhuma se conhecesse na vida real. a próxima que eu talvez postarei depois, vai ser a melhor, pois vai ter sido vivida na vida real. talvez seja até possível que você pule essa aqui e comece da próxima, pois tudo que você vai ler abaixo, pra mim mal existe em minha mente. eu ainda odeio a roberta com meu coração inteiro, isso é verdade e não me esqueço, mas, tirando isso, não sinto mais nada por ninguém que cito aqui que não seja noah calhoun. e todos os erros aqui descritos, meus e dele, eu já apaguei de minha memória. perdoo os dois jovens idiotas que éramos. as lembranças que eu acho impossíveis de apagar são as que eu escreveria na próxima publicação, se eu ainda achar isso uma boa ideia... mas, isso tudo ainda faz parte da nossa história, e é um contexto importante, ou deve ser.

enfim...

como esse site tem limite de escrita, cada volume terá seus capítulos. nomeio esse livrinho "loml", que sabemos nós swifties que pode significar tanto "LOVE of my life" quanto "LOSS of my life". o motivo é simples: porque se eu fosse escolher uma única música pra descrever tantas coisas que vivi com o amor da minha vida, eu não ponderaria por muito tempo antes de escolher esta. linha por linha (tirando o fato de que eu não descreveria noah como um cinéfilo), minha mãe taylor swift soube o que eu vivi até o dia de hoje perfeitamente. e então, te deixo com vários pedacinhos de mim, abaixo.

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⊹ ࣪ ˖ 𝒄𝒂𝒑í𝒕𝒖𝒍𝒐 𝒊 ˖ ࣪ ⊹

⋆。°✩ it must be exhausting, always rooting for the anti-hero ⋆。°✩

a história começa com a nossa protagonista, allison nelson.

ela faria seus 18 anos em alguns meses e tinha acabado de sair da escola, onde não teve uma experiência boa sequer, de maneira alguma. sempre ignorada e rejeitada, ela mantinha os livros como companhia desde criança, apesar de ter parado de lê-los alguns anos antes, por causa da depressão.

pra ser absolutamente sincera, ela estava, na verdade, saindo da pior depressão de sua vida.
já havia namorado muito, apesar de todos os relacionamentos terem sido meramente virtuais. no século 21, isso não seria tão incomum assim, seria? estava recém-recuperada do pior relacionamento que já teve: uma menina que morava no sul do país e que, basicamente, a deixou porque aquela coisa da depressão estava ficando tensa. também porque allie fazia comentários constantes sobre o quanto queria viver um romance na vida real, mas era incapaz de fazê-lo. pela idade que tinha, nunca ter namorado era algo incomum, não era? a realidade era que allie era uma menina estranha, de poucas amizades, socialmente reclusa, tímida e difícil. não saía, nunca tinha fumado, nunca tinha bebido. com certeza não tinha nada a ver com o adolescente ordinário de hoje em dia. tinha até medo de sair na rua. talvez por isso, nunca se sentiu realmente uma adulta, nem durante os 18 e nem depois.

mesmo assim, allison era muito adepta ao romantismo. até demais. e isso provavelmente a fazia mal. tudo que via na tv e lia em seus livros atacava diretamente seu cérebro, e ela idealizava, então, o romance perfeito.

tinha perdido seu "bv" no ano passado, numa festa que antecedia sua formatura da escola, com um completo estranho. arrependeu-se imediatamente e passou o resto da festa chorando ao perceber que havia perdido a chance de ter um primeiro beijo de amor pelo resto de sua vida. não foi o maior alto da vida dela, posso garantir a vocês.

allison também seria diagnosticada com autismo nível 1 alguns anos depois. e, meus caros leitores, apesar de eu não saber muito bem o que isso significa até os dias de hoje, talvez isso explique seu cérebro, que parecia ter sido fabricado de cabeça pra baixo desde o nascimento.

e talvez um dos maiores defeitos da nossa protagonista se deva a isso. infelizmente, ela não sabe lidar com más experiências.

foi com uns 16 anos que apareceu uma verruguinha no pé dela, por exemplo. o dia em que precisou tomar uma anestesia na sola do pé pra fazer sua retirada marcou o início de uma gigantesca fobia de agulhas que a assola até os dias de hoje.

ela não se encaixava.

desde que seus pais se separaram, aos 10 anos, os problemas haviam se transformado em uma bola de neve. e agora, com a idade que tinha, já havia considerado o suicídio mais vezes do que se pode escrever em uma folha a4. essa é a verdade. a situação era tão ruim que, naquele momento, estava tentando evitar um vício em automutilação que havia desenvolvido no ano anterior. já tinha feito pesquisas sobre maneiras de acabar com a própria vida. havia chegado a considerar métodos, procurando uma maneira rápida e consideravelmente indolor. passou a adolescência inteira sem ver cor na vida, "namorando" ou não.

todos esses tais métodos eram impossíveis de se fazer com os pais que tinha. o pai de allie morava com a avó desde a separação, mas a mãe (que era um assunto delicado) sempre esteve junto. a mãe de allison era um pavio curto em forma de pessoa. qualquer coisa podia ser motivo pra discussões e insultos que marcaram a saúde mental da menina, já problemática desde menor. porém, ela também era uma pessoa que fazia de tudo pelas filhas (allison tinha uma irmã mais velha, de 30 e poucos anos, que, a essa altura, já havia saído de casa e tinha até a própria filha) e que era extremamente preocupada e prestativa. dualidade incessante e confusa.

foi assim que ela a acompanhou a vida inteira. entre gritos e abraços, era assim que allison vivia dentro de casa, geralmente pisando em ovos pra evitar a primeira opção.

a nossa anti-heroína já sabia que não ia se dar bem no amor, e não se via passando dos 20 anos. mas sua vida estava prestes a mudar pra sempre.

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