Aliviado
Embora eu esteja passando por uma imensa dificuldade emocional nos últimos meses, essa semana me trouxe muitos problemas e, com eles, muitas reflexões. Eu tive infecção de garganta bacteriana (provavelmente causa pelo compartilhamento de talheres com a minha irmã ou por ter saído com uma certa moça e ter feito certas coisas. Tô querendo negar que essa segunda existiu). Dessa infeccção, vieram dores de cabeça, tonturas e muita febre alta. Não dormi no primeiro dia da infecção e durante o dia fui ao médico. Acabei tomando um Benzetacil e isso foi assustador. Eu já havia tomado dezenas de vezes, no entanto, dessa vez meu corpo não reconheceu e apagou. Minha visão ficou branca, completamente ofuscada, minha perna perdeu movimento e eu parecia estar sendo constantemente sacudido. Deitei durante horas, mas não dormi. Durante a madrugada do segundo dia, pedi ajuda a minha mãe e ela me levou ao hospital. Eu já não estava mais falando. A dor estava incrívelmente aguda. Tomei medicação na veia. A médica receitou antibióticos e anti-inflamatórios e eu comecei a tomar-los. Com os antibióticos, eu dei diarréia. E o pouco que eu conseguia comer, estava ácido no estômago e não era absorvido pelo intestino. Minha imunidade abaixou. Abaixou muito. E ela apareceu. A milenar herpes na boca. Estourou até no nariz dessa vez. Passei o domingo inteiro tentando sobreviver e comer algo. Hoje eu senti uma dor no pescoço, com um leve inchaço e descobri que estou com uma íngua. Pelo visto, os linfonodos se dilatam para produzir mais anticorpos que vão atacar a infeccção. É semelhante à um câncer, mas é benigno. Seu crescimento é acelerado e notado, diferentemente do silenciosos câncer. Após cumprir sua função, o linfonodo ou íngua, desaparece. Eu estou feliz. Já chorei muito. Já tive raiva e perguntei inúmeras vezes o porquê. Não tive resposta alguma. Então, eu tô feliz que começou a melhorar. A brancura da garganta sumiu quase que por completa. A dor caiu de 10 pra 7. Comprei uma nova pomada pra herpes e deve ser eficaz. Tenho vencido os episódios depressivos e isso me deixa feliz. Mesmo que seja algo pequeno, eu consegui ficar aliviado com isso. Não superei e acredito que não irei por completo, mas tenho aprendido a viver com essa parte da minha mente, da minha existência, que me desequilibra e exige crescimento. Às vezes, eu perco. Outras vezes.
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