Amor em modo sobrevivência
É cruel ter que escolher entre seu trabalho e seu próprio filho, eu sei que, sem ele, não passaria meus dias bem...Já o trabalho , esse sempre encontra alguém para ocupar o meu lugar.
O mais pesado não é a escolha, é ter que engolir opiniões de pessoas sem sensibilidade, que medem tudo em dinheiro e não enxergam o cansaço invisível. Ter alguém que te apoia a escolher o que te faz bem deveria ser libertador, mais muitas vezes parece uma prisão silenciosa, como se fosse sua obrigação dar conta de tudo, todos os dias, sem reclamar e sem demonstrar exaustão... No fim do dia, mesmo depois de se doar por inteiro , ainda vem a culpa, a sensação de não ter feito nada, como se cuidar , amar e estar presente não fosse trabalho. Como se isso não esgotasse, como se não valesse nada.
Não quero reconhecimento, só queria um parceiro mais compreensivo, poder conversar iria me deixar um pouco mais calma. Eu sei que escolhi estar em casa, cuidando do meu filho, mas no fim do dia eu só preciso de um abraço e alguém pra cuidar de mim.
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