Diário de inah7854

Sera assim o nosso fim?

quinta-feira, 02 de julho de 2026.
triste     

Sera assim o nosso fim? Público
Minha última aparição aqui foi em janeiro. E não voltei a aparecer porque tudo estava indo tão bem. Toda aquela tristeza que eu estava sentindo havia se convertido em felicidade.

Ele tinha vindo de férias para a Espanha, voltamos a estar juntos, viajamos juntos e, o dia em que regressaria para Alemanha, ele me pediu novamente em namoro.
Aquele momento foi o mais feliz que vivi em meses.

Ele foi embora e, menos de um mês depois, pela primeira vez eu fui visitá-lo na Alemanha. Tudo aquilo parecia um sonho. Vivemos dias incríveis, nos amamos com loucura. Estive lá durante dez dias e foram, sem dúvida, os melhores dez dias.
Vivemos uma verdadeira rotina de casal, apenas nós dois.

Regressei à Espanha e seguimos bem, embora algum tempo depois eu tenha notado que ele, mais uma vez, estava se distanciando. Estava sempre ocupado ou muito cansado para conversar, mas eu entendia e fomos levando assim.

Ele voltou para a Espanha em junho e esteve aqui durante duas semanas. Por alguma razão, eu sentia que aquele seria o nosso fim.

Até que ele me disse:
-Vamos viajar juntos, só nós dois. Vamos para a França, para a praia, e passamos alguns dias lá.

E assim foi. Eu fiquei muito feliz porque vi um esforço da parte dele em querer salvar o nosso relacionamento e dedicar tempo a nós. E, na França, tudo foi muito bom. A verdade é que quando estamos juntos, tudo sempre é muito bom e divertido. Nunca tivemos grandes discussões; às vezes algum desentendimento, como é normal entre duas pessoas que passam muito tempo juntas, mas no minuto seguinte já nos pegamos rindo da situação.Tudo sempre foi muito leve entre nós.

O nosso grande problema sempre foi a relação à distância.

Pensei que aqueles dias na França seriam mágicos. E, de fato, foram.

Até que chegou o dia que regressamos à Espanha. Chegamos à minha casa, passamos algumas horas juntos, fizemos amor duas vezes e, quando estavamos prestes a terminar a terceira, ele me olhou e disse que precisava ir à casa da mãe porque encontraria um amigo, mas que voltaria à noite para dormirmos juntos.

Eu respondi:
- Tudo bem.

Ele foi embora. Durante a noite continuamos conversando por mensagens, mas ele simplismente não voltou para dormir. Imaginei que estivesse muito cansado da viagem de volta e tivesse preferido ficar na casa da mãe.

No dia seguinte fui trabalhar. O dia começou horrível. No fim da tarde voltei para a casa sabendo que ele viria dormir comigo. Comecei a organizar tudo, limpando a casa, até que, enquanto eu estava na cozinha, ele chegou.

Não fui recebê-lo na porta porque estava ocupada. Ele entrou, sentou-se em uma cadeira na cozinha e, sem rodeios, disse:

-Precisamos conversar. Não me sinto bem e acredito que o melhor seja terminar.

Eu fiquei ali, com uma vassoura na mão, completamente sem reação. Eu não esperava aquilo. Não depois de uma viagem tão bonita, tão cheia de amor.

Sem conseguir responder, apenas disse:

- Vou tomar um banho.

Fiquei alguns minutos debaixo do chuveiro chorando.

Quando terminei, fomos conversar.

Ele disse que não se via casando nem tendo filhos. Que percebia que eu queria tudo isso e que não queria me prender a uma relação na qual ele não seria capaz de me proporcionar a vida que eu desejava.

Disse que eu era um dez. Que fui a primeira namorada dele. Que sabia que provavelmente nunca encontraria alguém como eu. Que muito provavelmente se arrependeria da decisão que estava tomando, assim como havia se arrependido da última vez, mas que sentia que precisava fazer aquilo. Disse também que não queria que eu perdesse anos da minha vida esperando por alguém que talvez nunca pudesse me dar aquilo que eu sonhava.

Eu só sabia chorar.

Em alguns momentos fui grosseira. Disse:
-Não me diga que você se importa comigo, porque isso não é verdade.

Naquele instante ele começou a chorar como uma criança. Chorava tanto que chegava a soluçar. e aquilo, por mais que meu coração estivesse completamente quebrado, me deu pena, porque eu via que aquele sofrimento era sincero.

Nós nos abraçamos e ficamos assim por um longo tempo.

Depois fomos para o quarto, deitamos juntos e, em meio a tantos sentimentos, acabamos fazendo amor.

Quando tudo terminou, ele se vestiu, me beijou e disse que nos veríamos dali a três dias para nos despedirmos antes de ele voltar para a Alemanha.

Ele foi para a cidade onde o pai dele mora, porque eram festas da cidade e ele queria estar com os amigos.

Enquanto isso, eu fiquei na minha casa durante todo o fim de semana, completamente desconsolada, sofrendo como nunca havia sofrido antes...


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